Vox Patriae

Julho 15 2010
Por estes dias não se ouve falar de mais nada que não as agências de rating e o rating da República e dos bancos portugueses. Não são animadoras as notícias que sobre tudo isto vão sendo veículadas... Aliás, Portugal está quase que sobre acérrimo ataque das agências de rating internacionais e os juros da dívida externa começam a ganhar uma expressão que apenas agrava a já frágil situação em que nos encontramos.
De todos os relatórios, o que se extrai é um conjunto de críticas e dúvidas quanto à capacidade de Portugal de cumprir os seus compromissos externos. A par disso, apresentam-se diagnósticos genéricos e parcas propostas, que em nada se concretizam.
 
O importante, no meio de tudo isto, é reflectir um pouco sobre o papel destas agências... Acho que o trabalho que desenvolvem tem a sua expressão, mas não estará demasiado inflacionado esse papel? Não serão excessivos os aumentos dos juros da dívida pública portuguesa, justificados por estas "projecções"? Francamente, acho que Portugal, como qualquer país, não deve ser tratado como uma empresa que apresenta ou não apresenta soluções adequadas para sair de uma situação menos boa: Portugal é um Estado soberano, inserido num espaço económico e monetário sólido, e como tal deve ser tratado.
 
Todavia, não há que desvalorizar o papel das agências, mas antes contrariar aquilo que apontam: como dizia o Presidente da República há dias, o necessário é demonstrar que estão erradas, fazendo os esforços e os sacrifícios necessários para a diminuição da dívida externa, que hipoteca o Estado e, nele, o futuro de muitos de nós.
publicado por André S. Machado às 03:11

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