Vox Patriae

Dezembro 31 2009

 

Os dias que vivemos não são fáceis e o futuro, como diz o povo, a Deus pertence.

Portugal, a Europa e um Mundo enfrentam, nestes próximos anos, desafios que marcarão fortemente o percurso dos povos. Que os líderes mundiais nos saibam conduzir no sentido da prosperidade.

Esta noite há festa e alegria... Saindo reforçados desta quadra, saibamos enfrentar os nossos obstáculos quotidianos e construir, todos, um melhor futuro para nós, nossas famílias e nossas comunidades.

 

Os bons anos não os dá quem os deseja, senão quem os assegura

Pe. António Vieira, Sermões

 

Votos de boas entradas a todos quantos me acompanham através deste vosso Vox Patriae!

publicado por André S. Machado às 04:39

Dezembro 31 2009

A entrada em vigor do novo Acordo Ortográfico,a partir de amanhã, marca o início de um verdadeiro atentado à língua portuguesa!

 

A língua de um povo é mais que uma característica: é uma marca, um símbolo, mas mais que isso é algo que agrega todos numa identidade comum.

A língua modifica-se e evolui, é certo, mas esse fenómeno dá-se per se, naturalmente. Não é a lei ou qualquer acordo que vai alterar algo de tão forte como a centralidade da comunicação entre as pessoas. Por isso, por muitos acordos que hajam e por muitos atentados ortográficos que surgirão nos jornais e revistas, as pessoas vão continuar a escrever da mesma forma e apenas alterarão essa mesma forma quando, pelo natural evoluir das coisas, a língua se modificar a ela própria.

 

A língua portuguesa é o símbolo de uma nacionalidade, de uma identidade e de uma cultura espalhada pelos cinco continentes. Portugal, pela sua história, tem o dever de lutar pela preservação de uma língua falada por muitos milhões de seres humanos.

 

Por tudo isto, subscrevo todas as acções populares, petições, debates, manifestações que se levantem contra este acordo ortográfico.

Preocupante é ver o povo português assistir, impávido e sereno a este atentado e quase não se mobilizar por algo que é tanto seu como a sua terra. Há que fazer acordar as pessoas!

 

Hoje, um dia antes da década de 10, sinto-me desapontado. A partir de amanhã, talvez só por pirraça, voltarei a escrever "pharmácia"!

publicado por André S. Machado às 04:27

Dezembro 30 2009

 

Como é possível que agentes de investigação criminal tenham de se deslocar em viaturas particulares, para locais de crimes?

Assistindo na televisão a um desfile de forças de segurança até me envergonhei ao ver os carros mais que velhos destas forças!

 

O desinvestimento na segurança e na investigação criminal tem as suas consequências e este ano foi bem a prova que forças de segurança mal equipadas são uma porta aberta  e um convite à delinquência e à anarquia que reinou, a certa altura, em zonas mais problemáticas da grande Lisboa.

 

Todo o investimento é pouco nas forças que garantem a segurança dos cidadãos e a ordem pública, num Estado de Direito que tem de ter forças de investigação capazes de trabalhar em condições que lhes permitam obter resultados.

publicado por André S. Machado às 20:29

Dezembro 29 2009

Que ONU é esta que continua em silêncio face à execução de um cidadão britãnico, na China, acusado de tráfico de droga?

 

67 países ainda aplicam a pena de morte, é escandaloso. Na China, o estado de coisas ainda é mais escandaloso, quando há estrangeiros condenados em processos de contornos desconhecidos de toda a comunidade internacional...

publicado por André S. Machado às 21:39

Dezembro 29 2009

Notícias como esta recordam e sublinham a grave crise demográfica que Portugal atravessa...

 

Que sistema de segurança social pode sobreviver quando a população envelhece e a população activa vai diminuindo?

Que cultura e que tradições conseguem sobreviver, quando a uma baixa taxa de reposição geracional alia-se um fenómeno de imigração quase sem limites?

Que unidade social sobrevive quando a célula fundamental, a família, começa a estar em causa, também neste aspecto?

 

A atenção anda por outros lados, quando o problema demográfico se vai acentuando... Infelizmente, vão faltando apoios às famílias portuguesas, aos jovens casais, ao mesmo tempo que se vai pondo em causa a instituição familiar. São opções políticas, questionáveis em tudo, que vão dividindo os portugueses, quando cada vez mais é necessária união e coesão para enfrentar os enormes desafios que se colocam ao nosso país.

publicado por André S. Machado às 21:25

Dezembro 29 2009

 

Quantas vezes já escrevi que as cidades portuguesas não estão preparadas para enfrentar condições meteorológicas mais severas?! Os últimos dias têm sido um autêntico pesadelo para muitos portugueses da zona Oeste, que se viram obrigados a deixar as suas casas ou, por outro lado, que perderam toda uma vida de trabalho nas suas propriedades agrícolas.

 

Bem sei que há consequências inevitáveis, neste tipo de situações, mas questiono-me até que ponto estes estragos não podiam ser minimizados com um ordenamento do território mais responsável.

E se isto é o que se vê nas cheias, bem mais preocupado fico quando penso num qualquer desastre natural, que não é assim tão improvável quanto isso (e o sismo do outro dia mostra-nos isso mesmo). Quanto tempo demoraria a EDP a retomar a electricidade numa destas eventualidades, quando nas cheias demorou mais de uma semana? Quanto tempo demoraria o Sr. Primeiro-Ministro a pedir ajuda a Bruxelas, como (muito bem) apelou o eurodeputado Paulo Rangel?

 

As cidades portuguesas precisam de estudos e de soluções para este tipo de situações. Se não estão feitos, como não estão em boa parte dos casos, têm de se fazer! Mas mais do que isso, as cidades precisam de ordenamento e organização.

publicado por André S. Machado às 12:05

Dezembro 24 2009

 

A todos os que me acompanham através deste espaço, formulo votos de um Santo Natal em que o espírito desta tão importante solenidade esteja presente e nos guie, a todos, para o caminho da paz, da solidariedade e do amor.

 

Evangelo de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Lucas

 

Naqueles dias, saiu um decreto de César Augusto, para ser recenseada toda a terra.
Este primeiro recenseamento efectuou-sequando Quirino era governador da Síria.
Todos se foram recensear, cada um à sua cidade.
José subiu também da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e da descendência de David, a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que estava para ser mãe.
Enquanto ali se encontravam, chegou o dia de ela dar à luz, e teve o seu Filho primogénito.
Envolveu-O em panos e deitou-O numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.

Havia naquela região uns pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos.

O Anjo do Senhor aproximou-se deles e a glória do Senhor cercou-os de luz; e eles tiveram grande medo.
Disse-lhes o Anjo: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura».
Imediatamente juntou-se ao Anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados».

publicado por André S. Machado às 04:28

Dezembro 22 2009

 

... a eficácia ou utilidade desta história dos indultos presidenciais.

 

Bem sei que é uma competência constitucionalmente consagrada do Presidente da República, nos termos do art. 134ª al. f) da Constituição, mas a questão que coloco é: até que ponto um Estado de Direito, que dota os tribunais de competência exclusiva para a aplicação de penas, pode tolerar a intervenção de um outro órgão (político, neste caso o Presidente da República), no sentido de alterar a sentença proferida, no âmbito dos poderes jurisdicionais exclusivos que estão conferidos aos tribunais.

publicado por André S. Machado às 21:14

Dezembro 21 2009

 

Parto, daqui a muito pouco tempo, de novo, para Idanha-a-Nova. Já me faz falta, muita falta, estar em Idanha, com os de Idanha, vivendo Idanha.

 

Não há melhor altura do ano para visitar esta pérola da raia... Confesso que, para mim, não há melhor cheiro que o da lenha a queimar em tantas lareiras, confundindo-se com a neblina gélida que cai, de madrugada.

 

Lá, em Idanha, passarei a quadra natalícia, vivendo cada momento das seculares tradições que caracterizam a vila, o concelho e a região.

É, de facto, uma zona que tem muito para dar... As oportunidades existem e são claras. Importa é encontrá-las e agarrá-las.

publicado por André S. Machado às 05:37

Dezembro 21 2009

 

Uma cimeira internacional, dias a fio em reuniões, líderes mundiais na mesma sala... E o resultado foi um acordo "politicamente" vinculativo.

 

Alguma coisa está mal quando os líderes das Nações se reunem, durante tanto tempo, e daí não resulta quase nada palpável.

É certo que o acordo prevê medidas importantes a que os diversos estados se vincularam (politicamente). No entanto, isso não chega!

 

O aquecimento global e as suas consequências já são quase verdades inquestionáveis. A Ciência aponta-nos o caminho a seguir para evitar efeitos mais dramáticos que aqueles que já sentimos e os governantes continuam a querer fechar os olhos.

 

Estou longe de ser um ecologista fanático, um "verde", mas quando tudo me diz que o mundo caminha para um abismo, não consigo conceber tanta inoperência da parte daqueles que se podem comprometer, realmente, a fazer algo para mudar o estado de coisas.

 

Esperemos que as disposições do acordo sejam cumpridas. Não bastam, mas ajudam e não deixam de ser portas abertas a futuros entendimentos nos momentos que se vão seguir no México e na Cimeira do Clima das Nações Unidas. Aqui, não há ricos, nem pobres: Há um planeta que sofre e pede a nossa ajuda, depois de tanto nos ajudar.

publicado por André S. Machado às 05:27

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