Vox Patriae

Dezembro 19 2009

Bento de Espinoza (24 de Novembro 1632 - 21 de Fevereiro 1677)

 

O homem livre, no que pensa menos é na morte; e a sua sabedoria é uma meditação, não da morte, mas da vida

 

A felicidade não é um prémio da virtude; é a própria virtude

 

Não há esperança sem medo, nem medo sem esperança

 

Se os homens tivessem no silêncio a mesma capacidade que têm no falar, o mundo seria muito mais feliz

publicado por André S. Machado às 04:02

Dezembro 17 2009

 A Força da Aficion

Tradição e Modernidade de olhos postos no Futuro

 

A tauromaquia enfrenta, hoje, importantes e decisivos desafios: não de sobrevivência, porque, como tradição que é, assenta a sua existência e sustenta a sua força no espírito e alma portugueses. São, essencialmente, desafios de jovialidade, desafios de firmeza e desafios de modernidade, que se colocam à afición nacional.

Dizia Einstein que “para além das qualidades e aptidões herdadas, são as tradições que fazem de nós aquilo que somos”. É com esta premissa que devemos partir para o debate sobre as ambições e desafios da tauromaquia.

 

O desafio da jovialidade ou do rejuvenescimento surge-me na praça, quando olho para os que protagonizam o espectáculo e quando olho para o meu lado, no público… Nesse momento, assiste-me um sentimento misto de alegria e desânimo: Alegria por ver em praça jovens cavaleiros que muito dignificam a tradição tauromáquica, renovando técnicas e exaltando emoções; desânimo por ver tão poucos jovens ao meu lado, lá em cima, no público, a vibrar com as lides destes novos talentos.

O desafio está aí mesmo: Rejuvenescer as bancadas! É preciso chegar a novos públicos. O jovem que desconsidera as tradições perde um bocado da sua nacionalidade, mas é Portugal que tem a maior e mais grave perda: de identidade.

Fica o apelo, aos mais jovens: Vão aos touros, porque em praça ganham todos vocês, ganha a tradição, ganha Portugal!

 

Outro desafio fundamental é o da firmeza: Firmeza na defesa das convicções e das tradições que amamos! Esta temporada começou com uma manifestação anti-tourada em frente ao nosso Campo Pequeno e às quintas-feiras lá tínhamos de ouvir os assobios e os bombos da intolerância e, digo eu, da ignorância.

Sou o primeiro a defender o valor fundamental da tolerância. Defendo-o para os outros e exijo-o para mim próprio: Se aceito que haja quem não aprecie a tradição tauromáquica, acho que tenho autoridade para exigir respeito na vivência de algo que tanto me diz.

Neste sentido, nós, aficionados, enfrentamos o desafio da firmeza. Firmeza em tempos conturbados, em que muitos lutam contra a tradição que nos une na arte e na emoção. Não podemos responder na mesma moeda. Respondamos com o barulhento silêncio da indiferença, mas defendendo veementemente as nossas convicções!

 

Chegamos ao desafio da modernidade, no fundo a ambição de alcançar um equilíbrio entre algo de tão ancestral como a tourada e os novos desafios da tecnologia e da globalização. Será, porventura, a mais importante das caminhadas.

A televisão, em Portugal, desde cedo começou a acompanhar as temporadas taurinas. Hoje, as famílias, após o jantar, já não se sentam em frente à TV… Hoje o paradigma é o da Internet, esse espaço tão imenso e com tantas oportunidades. E muito de bom já se faz – o sítio toureio.com é bom exemplo – mas é preciso mais, mais e mais. E para além disso, é preciso mais praças adaptadas às novas necessidades. Veja-se o fantástico coliseu de Elvas! As praças não são mais exclusivas dos touros e podem transformar-se, hoje, em importantes pólos culturais, mantendo a base e pilar fundamental da cultura taurina.

 

Amigos aficionados,

Aqui chegados, conclui-se que há muitos desafios a enfrentar e muitos e diferentes caminhos a trilhar. Mas se nós somos aquilo que as tradições fazem de nós, respeitemos e estejamos à altura da perseverança, da convicção, da firmeza, do respeito, da nacionalidade profunda e da máxima de honra que a tradição tauromáquica nos dá.

Três notas finais… Uma certeza, de que a tradição nunca morrerá e somos nós, ao ir às praças, os responsáveis pela sua sobrevivência; Um apelo, a que nos unamos em torno de algo que agrega tantos portugueses, na defesa de uma alma nacional; Uma esperança, de que estejamos à altura dos desafios que se colocam à tauromaquia, enquanto aficionados, mas principalmente enquanto amantes desta nossa tão querida Pátria.

No fundo, defender a tradição tauromáquica é mais que a defesa de convicções, é honrar e dignificar a história e o futuro do país. É estar, hoje e amanhã, com Portugal!

 

Publicado em Toureio.com

publicado por André S. Machado às 12:23

Dezembro 16 2009

 

O Club Setubalense é uma das mais antigas agremiações culturais portuguesas, com 154 anos de existência, celebrados no passado dia 14 de Novembro (aniversário da AAFDL, também, curiosamente).

Estou ligado ao Club há cerca de quatro anos, quando fiz parte da equipa que fundou o seu Núcleo Jovem, do qual sou hoje, Presidente da Assembleia Geral. Acompanho, por isso, com especial atenção, toda a actividade desta instituição que tanto me diz, pela sua história e pelas excelentes pessoas que no Club tive a oportunidade de conhecer.

 

Cheguei, há pouco de uma Assembleia Geral que elegeu uma nova direcção, por 22 votos, contra 30 abstenções e um voto nulo... Que péssimo sinal para o futuro próximo! Preocupa-me este estado de coisas:

Preocupa-me, porque há pessoas extremamente válidas que foram postas de parte;

Preocupa-me, porque, nos últimos dias, foram feitas afirmações muito graves sobre várias pessoas ligadas ao Club;

Preocupa-me, porque os sócios se manifestaram desta forma e não prevejo nada de bom para os próximos tempos.

 

O associativismo local, bem como todo o associativismo, vivem dias difíceis, com as dificuldades de sempre... No Club essas dificuldades fazem-se sentir hoje, mais do que nunca. É preciso encontrar solução de união e agregação dos sócios em torno de um projecto de sustentabilidade da instituição, aliado à prossecução dos objectivos de sempre do Club Setubalense, que tem uma identidade fortemente vincada, pelo peso da sua história.

 

Sou franco, não estou muito optimista para o futuro. Espero, apenas, estar enganado.

Da minha parte, continuarei a dar o meu melhor, dentro das minhas possibilidades, na qualidade de Presidente da AG do Núcleo Jovem e, sempre, na qualidade de sócio do Club Setubalense.

 

Resta-me deixar as minhas felicitações aos órgãos eleitos, esta noite, após o ter feito pessoalmente, no encerramento dos trabalhos.

Que os recentes acontecimentos sejam passado e que se consigam encontrar as soluções que o Club precisa tanto, para um futuro com perspectivas de sucesso não só para si, mas também para Setúbal e, como sempre o fez, para o progresso cultural deste nosso tão querido país.

publicado por André S. Machado às 00:22

Dezembro 12 2009

Agatha Christie (15 de Setembro 1890 - 12 de Janeiro 1976)

 

As conversas são sempre perigosas quando se tem algo a ocultar

 

Os velhos pecados têm sombras grandes

 

A melhor receita para um romance policial: o detective nunca pode saber mais que o leitor

 

Nada mais curioso que os hábitos... Quase ninguém sabe que os tem

publicado por André S. Machado às 03:00

Dezembro 05 2009

Mark Twain (30 de Nobembro 1835 - 21 de Abril 1910)

 

Coragem é a resistência ao medo, é o domínio do medo; Não a ausência do medo

 

O homem que é pessimista antes dos 50 anos sabe demasiado; o que é optimista depois não sabe o bastante

 

Como a abelha trabalha na escuridão, o pensamento trabalha no silêncio e a virtude no segredo

 

É melhor merecer as honras sem as receber que recebê-las sem as merecer

publicado por André S. Machado às 03:06

Dezembro 04 2009

A Democracia é difícil e exigente mas dela não nos demitimos

 

É humilde e insignificante face à figura que recordo, mas não posso deixar de registar e efeméride e prestar a minha homenagem à memória de um líder que muita nostalgia cria em muitos portugueses.

publicado por André S. Machado às 01:01

Dezembro 02 2009

 

Portugal esteve, neste dia da restauração, de facto, na linha da frente da política europeia e internacional.

 

Em Lisboa foi assinada a Declaração de Lisboa, da Cimeira Ibero-Americana, realizada no Estoril. Os vários pontos da declaração, que realça a inovação, são interessantes pontos de partida. Esperemos que os Estados consigam honrar o compromisso assumido.

 

Mas mais importante... Entrou em vigor do Tratado de Lisboa. Na nossa capital reuniram-se as mais altas figuras da União.

Agora, com o impasse político-institucional resolvido, os esforços só podem estar direccionados para uma luta contra a crise, que se assume como desafio de uma geração.

O combate ao flagelo do desemprego, o fomento a uma economia que precisa de crescer, o apoio às PME´s como motor de desenvolvimento, o combate às alterações climáticas através de uma política energética sustentável, a afirmação da União como actor principal no jogo da política internacional, a construção de um espaço identitário mais comum e que diga mais aos cidadãos... Tantos e tão importantes desafios que se apresentam!

 

A hora já deixou de ser de negociações e jogos políticos. Agora, há que pôr mãos à obra e construir uma Europa Unida: uma verdadeira União Europeia!

publicado por André S. Machado às 00:07

Dezembro 01 2009

Fica o registo de uma efeméride que devia ser celebrada com outras honras e cerimónias que os míseros actos que lhe são destinados.

 

P.S: Começou o Blógica da Batata, um espaço que muito promete e em que escrevem bons amigos. A seguir!

publicado por André S. Machado às 05:02

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