Vox Patriae

Fevereiro 25 2010

 

Saúde em Idanha

Chega-me aos ouvidos que se prevê a redução de horários e a diminuição das presenças de médicos de família no Centro de Saúde de Idanha-a-Nova.

Num concelho com uma população idosa tão significativa, questões de saúde ganham sempre especial relevância. É inadmissível que se preveja algo deste género, desde logo pelo número de utentes e pela sua idade, mas também e sobretudo pelas carências do concelho decorrentes da sua interioridade. Esperemos que não passe de uma ideia e que não se concretize.

 

Por outro lado, a Santa Casa da Misericórida de Idanha-a-Nova prevê a construção de uma unidade de cuidados continuados de média duração, bem como de um complexo de residências para idosos dependentes. Um investimento de três milhões de euros, comparticipado em 750 mil euros pelo Ministério da Saúde. Isto sim é um excelente exemplo daquilo que pode e deve ser feito, de forma a acorrer aos problemas dos mais idosos do concelho, o grosso da população. Um investimento essencial, que se vem juntar ao conjunto de serviços de excelência que a Santa Casa de Idanha presta à população da região.

 

Coesão regional e nacional

Já escrevi por diversas vezes sobre a questão da interioridade. Um dos meios de combater o fenómeno é, sem dúvida, através das comunicações, seja melhorando as infra-estruturas existentes, seja construindo aquelas que são necessárias. O IC-31 é um desses exemplos e que, pelos vistos, é algo de secundário para o Governo, se bem entendo do Orçamento de Estado. É incrível que se prevejam obras faraónicas como o TGV ou o novo aeroporto e, em especial, a terceira auto-estrada Lisboa-Porto e não se olhe para as necessidades de regiões que perdem competitividade, pelas fracas e deficientes acessibilidades. Vias de comunicação como o IC-31 são quase que imperativos de coesão regional e, creio eu, nacional.

 

Absolutamente preocupante

O Clube União Idanhense (CUI), fundado em 1917 e, portanto, quase centenário, vive uma crise sem precedentes. Há uns anos a equipa sénior de futebol simplesmente terminou numa política de contenção de custos, creio. A aposta centrou-se na formação e, pelo que parece, até isso se coloca em causa. Não há recursos, o património é escasso e chegamos ao ponto de as próprias carrinhas não estarem legalmente habilitadas a transportar os atletas. É incrível como se chega a este ponto, numa organização que, através do desporto levava o nome do concelho e da região ao resto do país e, sobretudo, que desempenhava um papel fundamental na dinamização da juventude. É triste ver o declínio de uma verdadeira instituição da região, que me fui habituando a acompanhar, desde bem cedo. Esperemos que as polémicas e as acusações que circulam por aí dêem lugar a uma imperativa união em torno de um símbolo de Idanha.

 

As autarquias como móbil da inovação e empreendedorismo

Parece que a Câmara de Idanha-a-Nova vai participar numa sociedade anónima de apoio aos produtores hortifrutículas. É lugar-comum exigir transparência e seriedade na gestão dos fundos públicos que serão aplicados. Por outro lado, de relevar o papel da autarquia como possível dínamo de um espírito empreendedor dos agricultores da região, com especial foco nos mais jovens. Aguardemos pelos resultados deste investimento, que considero positivo e com estratégia interessante.

 

Quaresma raiana

Mais de cento e cinquenta momentos, entre oito das dezassete freguesias de Idanha, de vivência profunda do tempo da Quaresma. É prova da devoção intensa do povo de Idanha e da vivacidade das lindíssimas tradições da raia portuguesa. Sem dúvida que é importante para o turismo e, através dele, para a actividade económica. Acrescento eu que é um tempo que, por ser de tradição, é mote de união entre o povo beirão.

publicado por André S. Machado às 15:45

Fevereiro 25 2010

 

Hoje é dia de tradição! Dia de enterro do caloiro na Faculdade de Direito de Lisboa. Terei o imenso privilégio de mais logo trajar pela primeira vez e, após o meu bom amigo Armando Rosa, que me honra em apadrinhar este momento tão importante, ostentar a capa negra do traje aos ombros, identificando-me de forma profunda com a comunidade académica e o corpo estudantil. É um momento, para mim, de intensa ligação emocional com a Academia.

 

Sobre a tradição académica já escrevi e voltarei a escrever, sempre com o prazer de quem vive e sente tudo isso. Hoje, de forma pessoal, vivo um desses momentos em que no momento do traçar da capa sentirei com especial intensidade a dedicação, a devoção e o amor pela Academia. Devo-lhe, em muito, aquilo que sou e aquilo em que me tornarei, enquanto profissional mas sobretudo enquanto homem.

 

Hoje é mais um dia de tradição, mas por envergar pela primeira vez algo que simboliza uma história tão rica como o traje, permito-me orgulhar da Academia a que pertenço e humildemente aspirar a fazer sempre o melhor de mim para retribuir tudo aquilo que a Escola que me dá!

publicado por André S. Machado às 01:26

Fevereiro 25 2010

Jornadas Nacionais da Cáritas Portuguesa

O Combate à Pobreza e à Exclusão Social pelos caminhos da inovação

 

A Cáritas Portuguesa promove, nestes dois dias de 24 e 25 de Fevereiro, as suas jornadas nacionais, em Setúbal, subordinadas ao tema da pobreza e da exclusão social, relevando a inovação como caminho para um combate feroz a estes fenómenos que a todos dizem respeito.

 

A situação social do país quase que impõe este debate e faço votos para que destas jornadas surjam proveitosos resultados e propostas de caminho a seguir seja para os governantes, seja para a sociedade civil em geral, seja para o cidadão comum.

O local é absolutamente indicado: Setúbal, cidade em que vivo, é especialmente afectada por estes fenómenos, associando, por vezes, realidades ainda mais graves como a criminalidade acentuada. Bem sei que há muitas outras cidades que vivem os mesmos problemas, é algo de nacional, mas Setúbal vive de forma muito especial o que se pretende discutir.

O programa é de excelência e a organização está de parabéns. A Cáritas é uma organização que respeito imenso e cujo trabalho tenho vindo a acompanhar com atenção, tomando sempre a sua acção como um verdadeiro exemplo de dedicação à causa social.

Desejo, apenas, que no fim destas jornadas o que tiver sido discutido sirva para fazer, de facto, alguma coisa. Portugal e os portugueses, principalmente aqueles que vivem com dificuldades, exigem que esta reflexão extravase as palavras e que se lhes correspondam actos concretos. Bem sei que é difícil mas é um dos desafios que o país tem pela frente.

publicado por André S. Machado às 00:52

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