Vox Patriae

Abril 05 2010

 

Sou militante do Partido Social Democrata, desde há dois anos, com militância na JSD, desde a tenra idade de 15 anos. Embora afastado de uma actividade partidária mais activa e distante das últimas eleições directas, não posso deixar de escrever umas linhas sobre a nova liderança, resultante de uma esmagadora vitória que revela a vontade de mudança no PSD e um novo rumo para a oposição ao Governo do PS.

 

Fui acompanhando, na medida do possível, num mês em que as eleições para a AAFDL me absorveram grande parte do tempo, a campanha interna para as directas, que acabou por ter no Congresso extrarodinário uma ainda maior visibilidade. Foi um período, a meu ver, benéfico para o partido, em que se tornaram claras as diferenças fundamentais dos candidatos e dos projectos que lideraram.

Neste sentido, o Congresso extraordinário foi um momento importante, na exacta medida em que num PSD meio perdido entre lideranças, era necessário debater abertamente o partido. O tempo de realização não terá sido o melhor e entre moções aprovadas e rejeitadas, pouco se acrescentou ao actual estado de coisas, a não ser a célebre "lei da rolha", que a comunicação social adorou, como pérola que é, sendo mal interpretada como penso que está a ser. Mérito para Pedro Santana Lopes que, conhecendo profundamente o partido, sentiu que era momento de abrir as portas ao debate franco de ideias. São precisos mais momentos destes e, ainda mais importante, é preciso aproveitá-los melhor.

 

Não me alongo muito na análise de uma campanha que não acompanhei a fundo. Retenho, apenas que Pedro Passos Coelho tem realmente um talento e, especialmente, uma equipa muito experiente e conhecedora do partido, ou da chamada "máquina", o que é relevante, num momento em que se pretende unir os militantes, na procura de desígnios comuns; que Paulo Rangel é uma lufada de ar fresco no panorama político, pela sua visão clara sobre os problemas do país e na procura de soluções; que José Pedro Aguiar Branco é alguém de uma estatura política e de uma verticalidade de carácter muito interessante e que é, sem dúvida, uma mais-valia para o PSD. Quanto a Castanheira de Barros, pouco ou nada sei, seja pela comunicação social não lhe prestar tanta atenção, seja pelo próprio personagem que não me cativa nada por aí além. No fundo, foram três candidaturas que dignificaram o partido, pela história, pelo perfil e pelas visões dos principais candidatos.

 

Quanto a Pedro Passos Coelho...

A dimensão da vitória é clarificadora da vontade dos militantes de mudar este PSD. A expressividade dos números confere a PPC uma responsabilidade gigantesca, no principal esforço de unir o partido para os próximos desafios, ao mesmo tempo que lhe dá uma legitimidade arrebatadora reforçando a liderança, à partida.

Passos Coelho é alguém que conhece muito bem o partido, por estar envolvido desde muito cedo; é alguém que tem vindo a construir um programa político pessoal, num processo muito sui generis, de auscultação de personalidades e de reunião de especialistas; é alguém que tem uma imagem renovada, não pela idade, porque não é assim tão novo e anda nisto há muitos anos, mas por trazer à cena política novos meios de participação; é alguém que vive numa ambição clara de ser primeiro-ministro, motivação que pode e deve ser contagiante para a sua equipa e, em especial, para todos os militantes do PSD.

Tenho algumas reservas, confesso, quanto a Pedro Passos. Porque ainda não lhe conheço o projecto político a fundo (mea culpa, que ainda nem tenho o seu livro), nunca acompanhei a sua participação política em sedes de relevância como a AR e não entendo, por esta altura, o seu discurso para o país. Coloco-o, ainda, muito ao nível do partido. É esse o seu grande desafio, a partir de agora: o de abrir o discurso para a oposição ao Governo do PS.

 

Portugal enfrenta, hoje, muitos e importantes desafios que desenham o futuro de várias gerações. É preciso uma oposição forte para pressionar um governo que se precisa, mais do que nunca, motivado e determinado. Uma oposição que seja liderada e construída por gente de qualidade e de ambição. Quero acreditar que o novo Presidente do PSD poderá ser o rosto dessa nova oposição, a um governo relativamente novo, que dá sinais de desgaste, com poucos meses de mandato. Esperemos pela moção e pela equipa; pelo Congresso da consagração e que não se fique por aí. A bola está do lado de PPC e, a partir de agora,  não basta conhecer o partido: é obrigatório conhecer, e bem, o país real e construir a alternativa que muitos esperam e que Portugal exige, com qualquer governo.

publicado por André S. Machado às 02:14

Abril 03 2010

 

Por estes dias estou por Idanha, a viver com especial intensidade e tradição este tempo da Páscoa. Todos os anos, desde muito novo, volto à terra para os três dias mais importantes do calendário cristão. Uma Sexta-feira Santa de Tradição, um Sábado Aleluia de família e amigos e com procissão pela noite, um Domingo de Páscoa como culminar de tudo isto e como momento de união de toda uma comunidade. Vale mesmo muito a pena vir a Idanha, por esta altura, em especial! É muito bom rever amigos de há tanto tempo e partilhar com todos eles estes dias.

 

Soube, entretanto, que a ONU vai instalar em Idanha um dos três pólos de uma nova organização que pretende conciliar a música e grandes eventos à luta global contra as alterações climáticas, no âmbito de um programa de acção à escala global. É um imenso orgulho que me assiste, quando leio que Idanha estará ao lado, neste aspecto, de Londres e de uma cidade australiana. É bom para a economia local, é bom para a visibilidade do concelho e região, é bom para a dinamização dos mais jovens e de toda uma população local... Enfim, é uma excelente notícia para Portugal e motivo de festa para um concelho que continua a desertificar.

Tudo isto me relembra que Idanha tem tudo para dar e projectos como este provam que com irreverência e empreendedorismo, se consegue colocar a região no mapa nacional e internacional. A internacionalização de uma região com estas características só traz benefícios, desde a economia à cultura local. A aposta neste tipo de iniciativas é uma aposta ganha e os órgãos de poder deviam olhar cada vez mais para estes mecanismos, enquanto caminho para a afirmação do concelho e da própria Beira Interior.

 

Por fim, não posso deixar de referir um novo espaço que adorei conhecer: o Wiscondido! Um projecto do meu bom amigo Pedro Caldas, jovem licenciado pela Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova (ESGIN). É louvável assistir à afirmação profissional de um jovem numa região que tão poucas oportunidades oferece aos mais novos empresários. Mais que ninguém, o Pedro merece o elogio e a vénia pela vontade e, sobretudo, pela coragem de assumir um projecto deste tipo no interior.

Esta será sempre uma aposta ganha, também. O empreendedorismo jovem é um investimento seguro: pelas ideias refrescadas, pela vontade de trabalhar e pela preparação académica que vem crescendo, desde o "boom" do ensino superior. A ESGIN e a sua localização são um primeiro passo para a fixação de jovens no concelho, mas faltam instrumentos de apoio aqueles que, de facto, querem trabalhar aqui.

publicado por André S. Machado às 03:21

Abril 02 2010

 

Nesta Sexta-Feira Santa, início do culminar do tempo de quaresma e período de profundo significado cristão, endereço os votos de uma Santa Páscoa. Que este tempo de quaresma tenha servido para viver com especial intensidade a mensagem cristã e que estes três dias nos tragam, pelo seu simbolismo, um reforço da nossa fé.

 

Os últimos tempos foram um pouco conturbados e entre campanhas, eleições, reorganizações e vindas à terra. Este espaço, como outros, foram deixados um pouco de lado, mas os próximos dias vão servir também para escrever aquilo que falta e é preciso registar.

publicado por André S. Machado às 03:46

Um blog de André S. Machado
Abril 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9

16

18
20
21
22

26
27


Ligações
Pesquisa
 
subscrever feeds
blogs SAPO