Vox Patriae

Maio 21 2010

 

Chegam-me notícias de que foi criada uma forma de vida artificial. Informação veículada pela revista Science, que publicou o estudo que o afirma.

 

Este estudo e pretensa "conquista científica" levanta importantes questões científicas, mas sobretudo muitas e sérias questões éticas, morais e filosóficas. O mundo da Ciência estará preparado para este momento? Ou melhor: estará preparado para este debate? Eu sei bem que não estou preparado para o debate, como aliás a sociedade não está.

 

Apenas desejo que esta notícia não passe despercebida, porque a sua relevância está longe de ser residual. Tratamos de matérias fundamentais no plano ético, filosófico e mesmo identificador daquilo que são os limites da ciência e do próprio Ser Humano e da Natureza.

publicado por André S. Machado às 03:58

Maio 21 2010

A prudência dos cobardes assemelha-se à luz das velas: ilumina mal, porque treme (Victor Hugo)

 

Desde que me iniciei nestas lides de blogs tive de lidar com o mais variado tipo de pessoas, em caixas de comentários. Sempre procurei aprofundar posições, com aqueles que comigo concordaram; abrir o espírito, reflectir e retirar algo positivo, nas críticas de que fui alvo; dinamizar o debate, com aqueles de que discordo, ao mesmo tempo que limava argumentos com aqueles que comigo partilharam posições. Muitas vezes participei em discussões mais acaloradas, mas houve algo de que nunca prescindi: respeito. Nunca faltei ao respeito a quem comigo debatia e esgrimia argumentos. É um princípio fundamental de toda a minha actividade "blogoesférica", como aliás, de todos os aspectos da minha vida.

 

Por isso lido mal com faltas de respeito, ainda mais quando são protagonizadas por quem se esconde, de forma cobarde, atrás do anonimato, refúgio dos fracos e medrosos. Recentemente, por força do meu envolvimento em momentos eleitorais mais vivos, digamos assim, o meu nome foi utilizado nos mais diversos espaços (anónimos, está claro). De mim nunca obtiveram resposta por duas razões fundamentais: Primeira, porque tenho para mim que não devo diminuir a minha dignidade ao responder a ataques gratuitos e infundados, que geralmente provêm de ignorantes ou pobres coitados que vivem na sua inveja ou pura e infeliz vontade de insultar; Segunda, porque recordo sempre Shaw, quando dizia que o silêncio é a mais profunda expressão do desprezo, e no meu entendimento, é a única resposta que merecem os cobardes.

 

É muito confortável, para o cobarde, insultar e ofender a honra de outros atrás de um ecrã de computador, ao abrigo de um anonimato que o liberta de responsabilidade, mas sobretudo da possibilidade do justo contraditório. Cada ofensa visa, apenas e só, diminuir alguém na sua honra, mas resulta, em verdade, na diminuição da própria dignidade de quem ofende. O ataque sob a capa do anonimato diz mais do que insulta, do que daquele que é insultado.

 

Surge-me esta questão, por ver amigos meus, que muito considero, serem alvo do que eu já fui. A eles, permito-me aconselhar, humildemente, que não considerem irrelevâncias; que ignorem os urros de quem escolhe o véu do anonimato ao bom cara-a-cara; sobretudo, que não se diminuam, ao dar atenção, resposta ou relevência a pessoas ou matérias que não merecem o vosso espaço nem o vosso tempo.

 

Com efeito, o anonimato nos blogs mais não é que a transposição do que existe no mundo mais palpável. Campanhas de destruição de carácter e campanhas de ódio sempre houve, independentemente dos meios que foram sendo utilizados: a Internet apenas abre (muitas) mais portas para os cobardes se realizarem na miserabilidade da sua postura e forma de estar. Tão grave como o não assinar posts ou comentários é a conversa de corredor, é a carta anónima, é a mensagem ou telefonema de número desconhecido, é o rumor, é o boato, é tanta outra coisa com que temos de lidar... E, francamente, ainda bem que temos de lidar com estes fenómenos, porque de certa forma são uma aprendizagem.

 

Com a certeza de que ainda terei, e teremos todos, de enfrentar muitas mais situações como as que motivaram estas linhas, termino com a profunda convicção de que a opção do silêncio é a ideal. Só através do desprezo pela ofensa a desvalorizamos, não entrando no campo do insulto (onde os cobardes nos vencem) e não diminuindo a nossa própria dignidade. Estou certo da realização destas opções, assentes na força da luz que nunca treme: na força do carácter.

 

Publicado em Postura de Estado

publicado por André S. Machado às 03:51

Maio 21 2010
Hermann Hesse (2 de Julho 1877 - 9 de Agosto 1962)
Ninguém pode ver ou compreender nos outros aquilo o que não tiver vivido
O homem culto é apenas mais culto; nem sempre é mais inteligente que o homem simples
Um Ser Humano só cumpre o seu dever quando quando tenta aperfeiçoar os dotes que a Natureza lhe deu
Para que resulte o possível deve ser tentado o impossível
Felicidade é um "como" e não um "quê"
Solidão é o modo que o destino encontra para levar o homem a si mesmo
publicado por André S. Machado às 00:15

Um blog de André S. Machado
Maio 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10

16
17
22

27
28



Ligações
Pesquisa
 
subscrever feeds
blogs SAPO