Vox Patriae

Maio 06 2010

 

Compromissos académicos obrigam-me a ficar na Faculdade de Direito até tarde e voltar bem cedo, amanhã de manhã. Por isso, não poderei, infelizmente, estar presente na grande festa que se adivinha, na corrida de alternativa do cavaleiro Tiago Carreiras, cujo percurso tenho vindo a acompanhar, com gosto.

 

Faço votos de uma grande corrida, em especial para o cavaleiro que sentirá este dia como ninguém mais. Aproxima-se uma carreira, enquanto profissional, que muito promete. Cá estaremos para o aplaudir! Felicidades!

publicado por André S. Machado às 00:15

Maio 06 2010

Hoje, dia 6 de Maio, é dia de aniversário do PPD/PSD. São 36 velas que se apagam.

 

O partido que consolidou a Democracia com as reformas da liderança de Sá Carneiro e que conduziu os destinos do país na década de maior crescimento e desenvolvimento, entre 1985 e 1995, com Cavaco Silva.

O partido que já apelidaram de "o mais português de Portugal", por reunir tantas sensibilidades e franjas políticas que, no fundo, constituem a sua essência pluralista e identitária.

O partido que elegeu Cavaco Silva Presidente da República; que se assume cada vez mais como a grande força política do poder local; que é a alternativa governativa, sempre que não assume as responsabilidades da governação.

 

O PSD tem, hoje, com os seus 36 anos, um capital histórico significativo.

O PSD tem, hoje, uma liderança forte, alicerçada na confiança massiva dos seus militantes e pelo crescente reconhecimento do projecto alternativo que vem sendo construído.

O PSD tem, hoje, uma gigantesca responsabilidade: a de assumir a sua alternativa, com a elevação e sentido de Estado que exigem tempos difíceis como são os que vivemos.

 

A história pesa, mas os desafios imperam. Saibamos, todos nós, militantes do PPD/PSD, estar ao lado do projecto de mudança que urge construir no partido, mas sempre vocacionado para a grande prioridade: o país.

publicado por André S. Machado às 00:10

Maio 05 2010

Sempre envoltas em críticas, voltam a realizar-se hoje as provas de aferição do 4º e 6º ano da escolaridade obrigatória. A meu ver, uma das inutilidades mais claras deste país. Um autêntico desperdício de recursos e tempo.

 

Estas provas não são levadas a sério nem por alunos nem por professores, na exacta medida em que não são elemento de avaliação e não resultam em absolutamente nada para os professores ou escolas.

Os enunciados são excessivamente simples e omitem matérias importantes, de acordo com declarações de especialistas.

O argumento estatístico cai por terra, quando há muitos outros factores que podem ser tidos em conta, ao mesmo tempo que não é um exame fácil (que nem sequer é levado a sério) que vai constituir indicador da qualidade de ensino das escolas portuguesas.

 

As provas de aferição são o espelho de um país que muitas vezes anda em esforços para daí não retirar qualquer consequência. No concreto, no que ao estado da Educação diz respeito, são mais uma coisa a rever, na reforma que impera e tarda, há anos e anos...

publicado por André S. Machado às 10:24

Maio 04 2010
Sou profundamente sportinguista. Vivo o meu clube com a intensidade de quem se fez sócio por si e muitas vezes fez quilómetros e quilómetros, com sacrifício pessoal, para ir a Alvalade apoiar o emblema verde e branco que tantas emoções desperta.
Sou, também, alguém que valoriza profundamente as modalidades, que colocam o nosso Sporting como um dos grandes europeus, quando se contam conquistas e títulos nacionais e internacionais.
 
No entanto, é inquestionável que o futebol é, de longe, o grande motor de um clube como o Sporting e é, tenho a certeza, aquela modalidade que mais paixões mobiliza. Neste sentido, não posso deixar de lamentar a péssima temporada a que assisti, mesmo a uma semana de terminar, mas já com quase tudo definido, menos o título, curiosamente: Um quarto lugar no campeonato e nenhum troféu conquistado. Aliás, na Taça da Liga e na Taça de Portugal fomos eliminados pelos nossos mais directos rivais e concorrentes.
Tudo isto tem graves repercussões financeiras, de gestão e, consequentemente, desportivas. Tudo foi mal gerido, este ano. Até a substituição precoce do treinador actual foi mal conduzida, como tive oportunidade de escrever aqui.
 
É preciso pensar muito bem a próxima época e a conjuntura actual. Porém, se nada ganhamos em tantos anos, a questão começa a ser estrutural.
A ideia de um Congresso Leonino agradou-me imenso, mas e os resultados desses trabalhos? Algo de prático e efectivo?
As eleições para a Liga são importantes, ainda para mais nesta altura, mas (mesmo não tendo acompanhado o processo) é viável apoiar um candidato que sempre esteve ligado à estrutura do FC Porto, ainda para mais numa aliança com o nosso eterno rival, o Benfica?
Onde está o plano de equilíbrio financeiro, que vem da época de Roquette? Que resultados teve? Como estão as nossas contas?
Como está a situação do sempre prometido pavilhão? Isto ainda se torna mais relevante quando são as equipas que dele precisam que mais alegrias nos trazem.
O que motiva tantas saídas e entradas na estrutura directiva? Desde há um ano para cá tantas substituições, porquê e para quê?
 
Esclareça-se: Apoiei José Eduardo Bettencourt. Via nele, como continuo a ver, um grande sportinguista e, acima de tudo, alguém de extremamente dedicado ao emblema que nos une. Por essa confiança que nele depositei e por saber que pode fazer muito, mas muito melhor, é que penso que as coisas ainda podem mudar, mas são precisos sinais de vontade para essa mudança. A família sportinguista sente isso. Esperemos que quem dirige os destinos do clube o sinta, também.
publicado por André S. Machado às 22:27

Maio 04 2010

 

Manuel Alegre apresentou, formalmente, a sua candidatura à Presidência da República. Assumiu-se como candidato "suprapartidário, mas não neutro"... No fundo, é algo que quer dizer tudo, mas não quer dizer nada.

 

Começando pelo suprapartidarismo: Alegre foi deputado, eleito pelo Partido Socialista, durante 34 anos. Militante do Partido Socialista, desde sempre, chegou a Vice-Presidente da Assembleia da República. As críticas dos últimos quatro anos (motivadas por esta antiga ambição da presidência) não apagam toda uma vida dedicada às causas e às lutas socialistas. Para mais, em substância nunca houve um verdadeiro afastamento político entre Alegre e o PS de Sócrates e prova disso é a participação do "histórico" na última campanha para as legislativas, num declarado apoio a este Governo e suas políticas.

 

Quanto à não neutralidade, penso que é uma opção clara e de coerência política. No entanto, não posso deixar de questionar como é que alguém que se propõe ser "intérprete e representante da Nação no seu todo", pode colocar-se, à partida, nesta posição. Alegre assume-se, como sempre, como rosto da esquerda, mas quando está em causa a Presidência da República está em jogo uma figura de união nacional. Alegre é uma figura de um determinado segmento ideológico que, ainda para mais, é apoiado desde cedo por uma força partidária da esquerda radical.

Nunca um candidato ou Presidente pode ser neutro, a força das convicções não o permitiriam, mas deve sempre fazer um esforço de equidistância. No lançamento de uma candidatura afirmar a não disponibilidade para esse esforço é fechar as portas a outras ideias e outros contributos.

 

A autêntica campanha que Alegre protagonizou nos últimos quatro anos e o lançamento da sua candidatura (mais que esperada) no início de 2010 (mais de um ano antes das presidenciais), são prova de uma ânsia que não é positiva para o poeta, não é positiva para a campanha, nem é positiva para o país: Alegre tem a imagem desgastada, de alguém que não engoliu os resultados de 2006 e desde então tem vindo a fazer a sua própria campanha; O próprio desenvolvimento natural da campanha presidencial foi afectado, porque o anúncio precoce da candidatura de Alegre antecipou tudo o resto; Por fim, o país vê-se mergulhado numa situação muito complicada e depois de meses de eleições voltamos a estas lutas e divisões, quando se impõe um esforço de união nacional para enfrentar os dias difíceis que se adivinham.

 

Publicado em Psicolaranja

publicado por André S. Machado às 22:23

Maio 01 2010
David Hume (7 de Maio 1711 - 25 Agosto 1776)
A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla
O coração do homem existe para reconciliar as contradições mais notórias
Por conhecimento, entendo a certeza que nasce da comparação de ideias
Por uma necessidade absoluta e incontrolável, a Natureza determinou-nos a julgar tanto quanto a respirar e a sentir
O papel principal da memória é conservar não simplesmente as ideias, mas a sua ordem e posição
publicado por André S. Machado às 00:10

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