Vox Patriae

Julho 20 2010

 

Parabéns ao Pedro Delgado Alves pela sua eleição como Secretário-Geral da Juventude Socialista. É alguém a quem reconheço imenso valor. Discordo em muita coisa, mesmo muita coisa, mas não deixo de ver em Pedro Alves um valor seguro de um partido que nem sequer é o meu. Votos de um excelente mandato, na senda da defesa dos interesses dos jovens portugueses. No discurso registei a preocupação com o desemprego jovem. Aguardemos por acções concretas da juventude partidário do partido de um Governo que nesta área tem tanto por que responder.

 

No meio de tudo isto, também a Juventude Social Democrata esteve em destaque, por ocasião do seu 36º aniversário, celebrado num Encontro Nacional de Secções, que contou com a presença de Pedro Passos Coelho. Tivemos um fim-de-semana político marcado pelas juventudes partidárias. Resta-nos esperar pelo dia em que estas estruturas marcarão a agenda por si e não pelos discursos dos líderes partidários. Há espaço para as estruturas crescerem... Basta vontade e, como em tudo, muito trabalho.

publicado por André S. Machado às 14:53

Julho 16 2010
José Gomes Ferreira, subdirector de informação da SIC e comentador assíduo em matéria de economia e finanças, dizia há dias que um dos factores de desconfiança das agências de rating (sobre isso: aqui) em relação a Portugal residia na fraca escolaridade e na própria mentalidade de trabalho dos portugueses.

Para o efeito usava o teste do Metro: "Em Berlim, Paris ou Londres as pessoas utilizam o tempo que passam no metro para ler livros técnicos; em Portugal, lêem jornais desportivos". De facto, as taxas de retenção e abandono escolar conhecem números preocupantes, em Portugal, que descredibilizam a formação dos quadros e, por essa via, a capacidade produtiva do país. Por isso, muito me espanta ouvir o Primeiro-Ministro declarar essas taxas como um sucesso de que se orgulha: se é facto que os números têm vindo a descer, não é menos verdade que Portugal está a par da Espanha e apenas atrás de Malta, numa União Europeia cuja média é menos de metade dos números que estes países apresentam. E no dia em que o debate sobre o Estado da Nação se centrou em papéis e actualizações, importa recordar que estes dados não são inventados, mas divulgados pelo Eurostat.

No meio de tudo isto, a solução passa por atacar o Ensino Básico e Secundário, encerrando escolas e remodelando os agrupamentos contra professores, pais e alunos; ao mesmo tempo que se excluem milhares de estudantes do Ensino Superior do acesso ao apoio social, através de um Decreto-Lei (DL 702010, de 16 de Junho) verdadeiramente inaceitável, que atenta contra a igualdade de oportunidades no acesso à formação académica superior.

É certo que a mudança de mentalidades, atitudes e comportamentos é um passo fundamental para ultrapassar os tempos difíceis que vivemos. Porém, é o próprio Estado que se demite de dar o exemplo, conhecendo os indicadores e tomando as medidas contrárias ao que se impõe. No fundo, o problema nem é da leitura dos jornais desportivos pelos portugueses; em verdade, o problema está no Governo que parece apenas ler a conhecida obra de Lewis Carroll: Sócra... (ehr) Alice no país das maravilhas.
Publicado em Postura de Estado
publicado por André S. Machado às 03:50

Julho 15 2010

 

O desemprego está a descer, a economia está a crescer, as reformas estão a dar resultados, tudo vai bem desde a educação até às finanças públicas. Isto é o Portugal de Sócrates, que hoje falou aos portugueses como o Primeiro-Ministro de um país sem problemas e no caminho do crescimento e do desenvolvimento.

Com números, estatísticas e projecções usou da sua notável (há que admitir) capacidade de argumentação e retórica para se destacar como o político do optimismo e da confiança, contra o "glamour do pessimismo". Mas não são longos e bonitos discursos, floreados com números e estudos comparatísticos, que trazem mais confiança aos portugueses. Antes são necessários resultados, que não se fiquem por abstractas percentagens, mas que se substanciem em algo de material na vida quotidiana de todos nós; Antes são necessários compromissos, que garantam estabilidade à vida dos portugueses; Antes é necessária sensibilidade social e política, para melhor legislar e governar.

 

A verdade é que a taxa de retenção e abandono escolar diminuiu nos últimos anos, é certo, mas continuamos a estar muito aquém da média europeia (o dobro) e o Governo quer encerrar ainda mais escolas e continuar na senda do conflito com professores, pais e alunos. A verdade é que a taxa de mortalidade infantil diminuiu nos últimos anos e que a esperança média de vida dos portugueses tem vindo a aumentar, mas o Governo continua a atacar o interior do país, encerrando centros de saúde e retirando cuidados médicos às populações mais envelhecidas. A verdade é que o número de licenciados continua a aumentar, mas o Governo pretende afastar um conjunto significativo de pessoas do Ensino Superior, diminuindo nos apoios sociais aos mais necessitados e dando um duro golpe na igualdade de oportunidades no acesso à formação académica. A verdade é que Portugal é um país relativamente seguro, mas o Governo corta no investimento nas forças de segurança, num período em que aumenta a criminalidade violenta e organizada. No fundo, há indicadores positivos para quase tudo e o jogo dos números ajuda à retórica, mas não basta puxar desses galões: é preciso conhecer o país e, mais importante, sentir o país.

 

No meio de tudo isto vemos um Primeiro-Ministro preocupado com crises políticas e com a sua manutenção no poder, numa altura em que até ele próprio sente que os portugueses já não se revêem nele e no seu governo. Mais que isso, vemos um Primeiro-Ministro elevar o "optimismo" como palavra de ordem, quando ele próprio sente que o país não está optimista, não está confiante e está longe de estar motivado. Na verdade, vemos um Primeiro-Ministro incapaz de "puxar pelas energias do país", quando ele próprio sente que é o país que não o quer a puxar por ele.

 

Publicado em Psicolaranja

publicado por André S. Machado às 20:41

Julho 15 2010
Por estes dias não se ouve falar de mais nada que não as agências de rating e o rating da República e dos bancos portugueses. Não são animadoras as notícias que sobre tudo isto vão sendo veículadas... Aliás, Portugal está quase que sobre acérrimo ataque das agências de rating internacionais e os juros da dívida externa começam a ganhar uma expressão que apenas agrava a já frágil situação em que nos encontramos.
De todos os relatórios, o que se extrai é um conjunto de críticas e dúvidas quanto à capacidade de Portugal de cumprir os seus compromissos externos. A par disso, apresentam-se diagnósticos genéricos e parcas propostas, que em nada se concretizam.
 
O importante, no meio de tudo isto, é reflectir um pouco sobre o papel destas agências... Acho que o trabalho que desenvolvem tem a sua expressão, mas não estará demasiado inflacionado esse papel? Não serão excessivos os aumentos dos juros da dívida pública portuguesa, justificados por estas "projecções"? Francamente, acho que Portugal, como qualquer país, não deve ser tratado como uma empresa que apresenta ou não apresenta soluções adequadas para sair de uma situação menos boa: Portugal é um Estado soberano, inserido num espaço económico e monetário sólido, e como tal deve ser tratado.
 
Todavia, não há que desvalorizar o papel das agências, mas antes contrariar aquilo que apontam: como dizia o Presidente da República há dias, o necessário é demonstrar que estão erradas, fazendo os esforços e os sacrifícios necessários para a diminuição da dívida externa, que hipoteca o Estado e, nele, o futuro de muitos de nós.
publicado por André S. Machado às 03:11

Julho 11 2010
Pela primeira vez na história a Espanha sagrou-se campeã do Mundo de Futebol. Ganhou a selecção que foi mais equipa, que mais espectáculo proporcionou, que apresentou um futebol mais fluído e coeso. Uma vitória merecida para a selecção que eliminou Portugal.
Foi uma final disputada até ao fim, com duas grandes equipas em jogo. No fim ganhou quem fez mais por isso.
 
A reter do Mundial: duas bonitas cerimónias oficiais de abertura e encerramente; a desilusão quanto às grandes estrelas, nomeadamente Cristiano Ronaldo e Lionel Messi; a surpresa (pela negativa) com selecções de topo como Portugal, França, Inglaterra ou Brasil; a revelação de jovens talentos; a consagração de carreira de jogadores de altíssimo gabarito, como o magnífico Puyol; o fracasso da nova bola, Jabulani; as boas condições dos bonitos estádios e o sucesso em matéria de segurança, depois de tanto receio; graves falhas de arbitragem, que reabrem o debate sobre a introdução de novas tecnologias no futebol; a elevação do futebol europeu face ao sul-americano, salvo a honrosa excepção do Uruguai (no entanto os três lugares do pódio estão na Europa). No fundo, foi um bom Mundial, mas ficou aquém de outras edições: quer-se mais emoção e mais espectáculo!
 
Entretanto, e já que falamos em campeões: Portugal sagrou-se campeão europeu de Sevens, no Rugby. Parabéns aos nossos atletas!
publicado por André S. Machado às 23:53

Julho 07 2010

 

Há muito que não vou a Idanha-a-Nova! Há demasiado tempo, mesmo. Ainda tentei arranjar agenda para lá ir no fim-de-semana, mas nem assim consegui. Entretanto muitas notícias me foram chegando, sem que tenha tido tempo de nelas pensar, entre exames e tantas outras solicitações, que vou tentando resolver para deixar Agosto em aberto, aí sim para desfrutar das melhores férias que posso desejar: aquele mês na terra...

 

Banco Social de Roupas e Bens

Uma excelente iniciativa da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova: Um Banco Social de Roupas e Bens, para apoiar os mais carenciados do concelho através da solidariedade dos seus conterrâneos. Embora o Regulamento que esteve em discussão pública não seja o ideal, não tem nada de grave a apontar. A intenção da autarquia é louvável e agora aguarda-se a boa vontade dos voluntários (que tenho a certeza que não faltarão) e dos idanhenses, que demonstrarão, certamente, o seu espírito solidário para com os seus "vizinhos" mais necessitados.

 

Programa Polis Tejo

O Programa Polis está pensado para a requalificação de centros urbanos e a intenção de o transportar para os rios e, neste caso concreto, para o rio Tejo, é um bom sinal. Todavia, há que conciliar vontades e prioridades dos concelhos, nomeadamente Vila Velha de Ródão, Castelo Branco e a nossa Idanha-a-Nova. A aposta terá de ser a agricultura e o apoio aos jovens e pequenos produtores, mas não ficar por aí. Se o investimento o permitir, há que relevar o turismo rural, de natureza. É uma boa intenção, mas de que se tem de ter mais pormenores. Acompanharemos com atenção.

 

Hotel de Palha em Idanha

Isto sim, mais uma boa notícia. Investimento no concelho, em Salvaterra do Extremo. Um desafio que aposta no turismo rural e que vai, com certeza, colher frutos. E mais uma prova da amizade que o concelho de Idanha tem com a Natureza: um hotel completamente feito de palha e pedra. Um conceito interessante, que acompanharemos e visitaremos assim que possível.

 

Azeite de Idanha

A Coopagrol (Cooperativa Agrícola dos Olivicultores do Ladoeiro) aposta, este ano, em garrafas com o nome das várias freguesias do concelho de Idanha-a-Nova, adoptando o concelho Message in a Bottle. A ideia é interessante, no sentido de aliar a produção cooperativa tradicional a uma nova forma de abordagem do cliente e, paralelamente, uma autêntica campanha de marketing e divulgação da região. É algo de muito criativo, digno de nota. Nos dias que correm, com o mercado competitivo neste tipo de produtos, há que inovar e este é um dos caminhos. A aposta tem de ser sempre na inovação e criatividade aliadas a produtos de qualidade, que não faltam pelas nossas terras.

 

Toxicodependência

O Centro de Respostas Integradas de Castelo Branco do Instituto da Droga e da Toxicodependência direcciona a sua atenção para o concelho de Idanha, com um conjunto de iniciativas que têm como destinatários principais os jovens do concelho. É importante dar relevo a esta iniciativa: será o próprio instituto a desenvolver um conjunto de actividades para os jovens, com o objectivo de os sensibilizar para os perigos do consumo de drogas e alterar algumas mentalidades quanto ao alcóol, por exemplo, cuja dependência muitas vezes não é assumida como uma verdadeira toxicodependência. A acompanhar...

 

Desporto de Natureza para os lados da Zebreira

A Zebreira vai receber um Festival de Desportos da Natureza. Muito interessante, num concelho que tem todas as condições para ser centro deste tipo de turismo e de prática de modalidades mais radicais.

 

Volta a Portugal

E parece que este ano, mais uma vez, uma das etapas da volta terá início em Idanha! É sempre uma alegria acolher as tantas pessoas que passam pelo concelho para seguir a prova, receber atletas de topo, órgãos de comunicação social que dão visibilidade à vila e ao concelho. Lá estarei.

 

GNR em formação

Muitos elementos do posto da GNR de Idanha-a-Nova estão a receber uma formação de inglês a que se vão juntar outras que estão previstas, pelo que me chegou, nomeadamente em informática. É muito positivo, considerando a aposta crescente no turismo e na internacionalização do público-alvo da oferta turística do concelho. Mais que isso, a formação de recursos humanos, na GNR como em qualquer outra instituição, é sempre algo que dota as organizações de outro tipo de capacidades. De louvar a iniciativa e a disponibilidade dos guardas. Fica a nota e o desejo de ver esta vontade noutras áreas profissionais do concelho.

 

Casa do Concelho de Idanha-a-Nova em Lisboa

O Grupo de Adufeiras da Casa do Concelho de Idanha-a-Nova em Lisboa tem andado em tudo o que é programa de televisão, festa ou evento mais tradicional. Há que destacar o papel que a Casa do Concelho em Lisboa desempenha no sentido de dinamizar e dignificar o nome e a bandeira do concelho por este país. Estão de parabéns aqueles que a dirigem. Em breve irei à Avenida da Liberdade conhecer os cantos à casa.

 

Boom a chegar

O Boom Festival está a chegar... Multiplicam-se as notícias, as especulações, as novidades, as previsões. Este ano, como de resto em todos, a iniciativa promete. É um momento alto na vida económica do concelho, que se torna absolutamente internacional, uma verdadeira cidade sediada no Mundo, entre tantas nacionalidades. Até à lua cheia de Agosto muito tempo há para ir falando das novidades que vão chegando, e não são poucas...

 

A polémica das portagens

Não tenho posição firme e absoluta na questão da introdução de portagens nas SCUT (Auto-estradas sem custo para o utilizador), sendo que me inclino mais para a defesa do critério utilizador-pagador. Todavia, em concreto no caso da A-23, não há grande alternativas a esta auto-estrada que, para todos os efeitos, é uma excelente via de comunicação entre terras do interior e de ligação destas regiões mais distantes ao centro do país e à capital. É importante ver as alternativas (que são poucas), fazer o estudo de impacto económico e aí sim, tomar decisões. Já chega de decisões de ânimo leve nos órgãos de poder. Já vimos ao que isso nos levou. Responsabilidade pede-se aqueles que governam e que decidem, muitas vezes, sobre o futuro de regiões, que não são mais que a terra das pessoas, onde vivem e trabalham e, muitas vezes, tantas dificuldades sentem em por lá se manterem.

publicado por André S. Machado às 23:56

Julho 07 2010
Começa o Verão, o calor, as esplanadas e os petiscos com os amigos... Aproximam-se as férias e aquele mês em que parece que tudo passa e não há crise ou problemas para ninguém. É saudável que assim seja, que as pessoas esqueçam por momentos o que de mal vai nas suas vidas e abram o espírito e se divirtam.
Mas o Verão traz sempre consigo algo de lamentável: o abandono de animais, que neste período conhece maior expressão. Todos os anos é a mesma história e todos os anos se multiplicam os apelos e as mensagens à responsabilidade de quem assumiu o compromisso de ter um animal doméstico. Porém, todos os anos se repetem as imagens de dezenas de cães à beira das estradas, confusos e destroçados, vítimas do abandono daqueles em quem confiavam fielmente. Por isso é que há que destacar o trabalho de tantos voluntários que trabalham diariamente nos abrigos e nos canis e que prosseguem todos os esforços para encontrar novos lares a estes animais.
Outro flagelo é o dos incêndios florestais, que começam a eclodir em número exponencial com as vagas de calor que o Verão traz. Também aqui se multiplicam as acções de sensibilização, as campanhas e tudo mais. Todavia, todos os anos se repetem as mesmas notícias e as mesmas imagens de devastação das florestas e de desespero de tantas pessoas. Aqui há que dar relevo ao papel das corporações de bombeiros, sapadores ou voluntários, que são incansáveis na guerra contra este mal que teima em voltar com cada vez mais força todos os anos.
publicado por André S. Machado às 19:31

Julho 04 2010

 

Pelos vistos João Moutinho vai mesmo transferir-se para o FC Porto, rival e adversário directo do Sporting Clube de Portugal. É uma transferência, ponto? Não. Tudo o que a envolve mancha o Sporting e mancha Moutinho.

 

11 milhões de euros é miserável, face a uma cláusula de rescisão de mais de 20 milhões e uma qualidade que é bem superir a este número; O Sporting perde o seu capitão e uma das principais figuras do futebol dos últimos anos... Moutinho, por seu turno, recusou-se a treinar e tudo fez para abandonar o clube que tudo lhe deu. Cospe, de forma ultrajante, na mão que sempre o ajudou. Desrespeita o clube onde se fez homem e jogador.

Queria sair do Sporting? Muito bem. Se não tinha vontade de continuar, o melhor é mesmo não estar. Mas era preciso este toque de arrogância e mesmo prepotência? O SCP não merecia isso e sempre pensei que Moutinho era diferente, que tinha um carácter diferente, que era um homem diferente.

publicado por André S. Machado às 18:26

Julho 01 2010

 

... de esforço, dedicação, devoção e glória! Parabéns, Sporting Clube de Portugal!

publicado por André S. Machado às 17:24

Julho 01 2010
... tendo a concordar com Sócrates. Estou pasmado.
Todavia, como já escrevi, a novela está longe de acabar: Falta a decisão do Tribunal de Justiça Europeu sobre a "Golden Share", falta uma próxima Assembleia Geral da PT, falta um conjunto de pareceres que vão abundar... Enfim, vai continuar o circo.
publicado por André S. Machado às 14:51

Um blog de André S. Machado
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