Vox Patriae

Julho 01 2010
Portugal ficou-se pelos oitavos de final no Campeonato do Mundo. A Espanha jogou melhor, marcou um golo, ganhou. Ponto.
 
Todavia, é claro para todos que algo vai mal na equipa nacional... Sempre tive consideração por Carlos Queiroz, mas acho que não tem condições para continuar: demonstrou falta de liderança, perdeu um balneário, abre frentes de conflito com jogadores, não soube ler os jogos (contra Espanha foi absurdo), não assumiu responsabilidades...
Não gosto de ser mais um dos treinadores de bancadas que anseia por ver cabeças rolar, mas penso que a situação chegou a um ponto que não é sustentável, numa equipa que representa a esperança de tantos portugueses.
Gosto de futebol, sigo com alguma atenção, mas não vibro como muitos outros: Custou-me, no entanto, voltar para casa e cruzar-me com tantas e tantas pessoas com o rosto pintado, com bandeiras enormes, com um ar de tristeza que me chegou a afectar. Num país como Portugal, em que o futebol é uma autêntica força social, exige-se um pouco mais.
 
Mas não só de Queiroz se fazem os problemas da Selecção Nacional... Tenho uma profunda admiração por Cristiano Ronaldo, mas como capitão falhou. E falhou, desde logo, pela boca fechada no hino nacional. Falhou, depois, no seu próprio jogo. Falhou na liderança da equipa dentro do campo. Falhou nas declarações do pós-jogo. Falhou em toda a linha.
 
Enfim... Em França convocam-se os Estados Gerais do Futebol francês. Acho desnecessário, mas alguma coisa tem de mudar, numa equipa nacional que já movimenta tanto e tanto dinheiro. Algum dele de todos nós. E mais que isso: uma equipa que movimenta esperanças e que demonstrou não estar à altura.
publicado por André S. Machado às 02:27

Julho 01 2010

 

O Conselho de Administração da PT, enquanto rosto daqueles que se opõem à venda da VIVO à Telefónica têm um importante aliado: o Prof. Menezes Cordeiro, presidente da Mesa da Assembleia Geral.

Apontado por muitos como o maior privatista português da actualidade, o Professor é uma das pedras-chave no meio de toda esta novela que já dura há semanas: É ele que decide quem pode e quem não pode votar; se o Estado utiliza ou não utiliza as suas acções de classe A (as chamadas "golden share"). E quando decide, traz com ele, para além da segurança das suas posições no campo jurídico, um conjunto de pareceres que lhe dão enorme margem de manobra, num terreno que domina como poucos. No fundo, é um dos mais importantes generais, no meio desta guerra pelo controlo da VIVO.

 

E nisto tudo, Granadeiro e Bava devem-lhe a vitória nesta Assembleia-Geral. A Menezes Cordeiro e ao Estado que optou por accionar as "golden share" e vetar o negócio, que havia sido aprovado por uma significativa maioria dos accionistas presentes na reunião.

Confesso que me custa compreender a ideia de que a decisão do Estado possa influenciar uma decisão que pertence aos accionistas, enquanto detentores do capital da empresa. No entanto, percebe-se a ideia: a VIVO é, talvez, o principal motor de crescimento da PT e perdê-la é perder boa parte do potencial de crescimento da empresa. E uma PT fraca não interessa aos accionistas e não interessa ao Estado português.

 

Esta decisão é boa para a PT, no sentido em que continua a deter o seu mais importante investimento; mas veio criar cisões significativas entre os accionistas. Esta novela não vai ficar por aqui e, nos entretantos, a PT vai estando parada e vai perdendo valor, no meio de polémicas que teimam em prolongar-se.

Veremos os próximos capítulos, com especial atenção para o que vem de Bruxelas, acerca das Golden Shares...

publicado por André S. Machado às 00:01

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