Vox Patriae

Outubro 12 2009

 

1. Capital; Porto e grandes centros urbanos

Lisboa... Confesso que apostava muito em Santana, e continuo a achar que seria a melhor escolha para a capital. Mesmo assim, a percentagem que o separa de Costa é bem menor aquela que foi projectada nas diversas sondagens e mesmo nas projecções eleitorais. É um resultado que, para todos os efeitos, só pode deixar Santana orgulhoso, face às condições que teve de enfrentar, por estes dias.

No Porto, estrondosa vitória de Rui Rio, contra uma candidata que estava com um pé no Porto e outro em Bruxelas! O premiar de um trabalho sustentado e com perspectivas de um futuro risonho para um concelho tão importante para o país!

Surpresa em Leiria, com a derrota de Isabel Damasceno, e em Faro, em que o autarca-modelo Macário Correia conseguiu uma vitória fantástica.

Menezes, com razão na questão da comunicação social e da pouca atenção a Gaia, arranca uma vitória estrondosa.

Em Setúbal, a CDU vence e o PSD perde, em toda a linha, depois da esperança de mudança liderada, há quatro anos, por Fernando Negrão: Cai para terceiro lugar e perde a única junta de freguesia que governava. Consequências de um processo eleitoral algo tremido, talvez.

Aveiro com Élio Maia, Portalegre com Mata Cáceres, Viseu com Fernando Ruas, Castelo Branco com Mourão (grande autarca português, que muito admiro)... Poucas surpresas.

 

2. Política e Justiça

A derrota de Fátima Felgueiras e de Avelino Ferreira Torres é um primeiro passo rumo a uma política autárquica mais credível. Sempre concordei com Marques Mendes, quando foi o primeiro líder político a assumir a postura que todos recordam. Hoje, o eleitorado deu provas de que começa a dar valor às questões de justiça. Restam Isaltino, Valentim e Mesquita Machado, que por lá continuam... Aguardemos!

 

3. Campanha eleitoral e Sondagens

A proximidade entre legislativas e autárquicas retirou, a meu ver, um pouco da visibilidade que se espera de umas eleições autárquicas. Seja pela própria natureza das campanhas, que se entrecruzaram, seja pelo cansaço do povo português, que assiste a duas campanhas, desde antes do início do Verão.

Sondagens: Sublinho a declaração de Santana Lopes e reitero aquilo que já escrevi, anteriormente... É inconcebível a incompetência das empresas de sondagens e as discrepâncias entre sondagens e resultados eleitorais. Discrepâncias, essas, que desmobilizam votantes e têm forte influência na afluência às urnas e nas tendências de voto.

 

4. O panorama nacional

Sou partidário de que de eleições locais não se podem extrair consequências nacionais, mas não posso deixar de notar que o PSD assume-se, cada vez mais, como o grande partido autárquico português, se bem que hoje os resultados ficaram longe de ser satisfatórios. O partido partia para as eleições com o maior número de votos, mandatos e presidências de câmara... A noite acaba com um PS vencedor político com o maior número de votos e de mandatos, sendo que o PSD mantem a liderança no número de presidências de câmara, o que lhe garante a presidência da Associação Nacional dos Municípios Portugueses.

publicado por André S. Machado às 08:52

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