Vox Patriae

Outubro 14 2009

Natalidade volta a cair nos primeiros nove meses do ano

 

Já escrevi sobre isto e acho que estou condenado a estar sempre a falar do mesmo...

O problema da fraca natalidade não é uma questão secundário... É um problema estrutural do país!

A não renovação das gerações, resultante destes fracos índices, afecta directamente toda a estrutura social e económica. Atente-se, a título de exemplo, na questão da segurança social: Se daqui a uns anos não houver quem trabalhe e desconte, quem vai pagar as reformas? E isto não fica por aqui... A cultura e as tradições do nosso país estão, também em risco: Repare-se que os imigrantes vivem e trabalham (pelo menos alguns) por cá, mas também têm direito a ter os seus filhos e a sua família... Daqui a nada isto é uma mescla de culturas de leste, com africanas, com um forte toque asiático e sotaque do Brasil.

 

Não é admissível que os responsáveis políticos fechem os olhos a esta realidade!

Políticas de família são absolutamente necessárias. É um imperativo e quase um desígnio nacional apoiar a constituição da família, núcleo fundamental e pilar estruturante de toda a sociedade.

 

Ingénuo, talvez, espero que o próximo governo preste mais atenção aquilo que é importante...

publicado por André S. Machado às 18:13

Também já falei disto e continuo a ter que repetir sempre o mesmo:

Dizem alguns que a fraca natalidade portuguesa põe em risco o futuro da Segurança Social por dificuldade de substituição da população activa, o que implicará uma redução das contribuições para a SS. Contesto a afirmação: a baixa natalidade acontece nos países desenvolvidos (Luxemburgo, França, Alemanha,...) há muitas dezenas de anos e essa teoria nunca se confirmou e, pelo contrário, nos países com a população mais jovem (países africanos em geral) é que a miséria é maior. Também há países cuja população é quase exclusivamente composta por imigrantes e seus descendentes: EUA, Canadá, Austrália, Luxemburgo. Como têm sobrevivido?

Com a actual taxa de desemprego, em que não há empregos para os jovens que temos, porque será que acham que deveríamos ter mais? Se mais filhos tivéssemos maior seria o número de desempregados. A eventual falta de mão de obra (qualificada ou não) pode ser e é facilmente suprida com a aceitação de imigrantes. Portugal sabe-o muito bem. Já temos mais de 1 milhão deles! Se quisermos poderão vir ainda mais e não faltarão candidatos. Porém, a imigração para Portugal deveria ser feita de forma selectiva, de acordo com as nossas necessidades. Não há risco de falta de mão de obra, pois todos sabemos que há países com excesso de população e outros sem trabalho para a sua população.

A reposição da força de trabalho com recurso aos nossos filhos, embora louvável, implica um investimento de vinte e tantos anos: entretanto, tanto os pais como o país terão que prestar-lhes cuidados vários: alimentação, vestuário, lazer, saúde, educação e formação profissional. Quanto aos trabalhadores imigrantes, esses custos foram suportados pelos seus pais e pelos países de origem, por isso, vêm aptos para, de imediato, começarem a trabalhar e a descontar para a Segurança Social. Só por isso, ficam mais económicos ao país de acolhimento.

Assim, levantar-se este problema apenas tem um sentido lógico: o de convencer os portugueses a prescindir das poucas ajudas da Sociais, aumentar a idade das reformas para que os trabalhadores morram antes das atingirem sem beneficiar dos descontos feitos. Entretanto os nossos jovens continuam sem acesso a um posto de trabalho. É preverso e imoral apelar a que tenhamos mais filhos quando nada temos para lhes oferecer.
Zé da Burra o Alentejano a 11 de Novembro de 2009 às 14:48

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