Vox Patriae

Julho 24 2009

 

Manuel Alegre despediu-se, hoje, em plenário, da Assembleia da República, orgão de soberania nacional a que pertenceu durante 34 anos.

 

Em política estou bem afastado de Alegre. Nada que me impeça, porém, de lhe reconhecer o papel importante que desempenha, nestes tantos anos em que nos representa, na Câmara legislativa da Nação.

De literatura não estou habilitado a fazer qualquer tipo de apreciação, mas o facto de haver tantos trabalhos académicos, a nível internacional, sobre a sua obra, diz mais do que qualquer coisa que aqui eu poderia escrever.

 

Não sou o maior admirador de Alegre, mas fica o reconhecimento a alguém em quem mais de um milhão de portugueses votaram para nosso presidente.

Uma consciência livre... Será talvez a definição que melhor encontro.

 

publicado por André S. Machado às 02:31

Ao fim de trinta e quatro anos, Manuel Alegre sai do parlamento mas com a sensação do dever cumprido como deputado. Ao contrário de muitos, foi fiel aos seus mandatos, não acumulando a função parlamentar com cargos nos sectores privado e público. O seu percurso académico, ligado ao movimento estudantil contestatário do Antigo Regime, traçou-lhe o destino. O exílio não lhe calou a voz nem a sua poesia, inspirando cantores de intervenção como José Afonso. Um homem intenso, de causas, que não hesitava entrar em conflito ideológico com o partido para não desapontar os cidadãos. Alegre diz que a escrita e vida são inseparáveis, eu digo que a democracia e a liberdade andam de mãos dadas.

Dylan a 28 de Julho de 2009 às 00:37

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