Vox Patriae

Julho 11 2010
Pela primeira vez na história a Espanha sagrou-se campeã do Mundo de Futebol. Ganhou a selecção que foi mais equipa, que mais espectáculo proporcionou, que apresentou um futebol mais fluído e coeso. Uma vitória merecida para a selecção que eliminou Portugal.
Foi uma final disputada até ao fim, com duas grandes equipas em jogo. No fim ganhou quem fez mais por isso.
 
A reter do Mundial: duas bonitas cerimónias oficiais de abertura e encerramente; a desilusão quanto às grandes estrelas, nomeadamente Cristiano Ronaldo e Lionel Messi; a surpresa (pela negativa) com selecções de topo como Portugal, França, Inglaterra ou Brasil; a revelação de jovens talentos; a consagração de carreira de jogadores de altíssimo gabarito, como o magnífico Puyol; o fracasso da nova bola, Jabulani; as boas condições dos bonitos estádios e o sucesso em matéria de segurança, depois de tanto receio; graves falhas de arbitragem, que reabrem o debate sobre a introdução de novas tecnologias no futebol; a elevação do futebol europeu face ao sul-americano, salvo a honrosa excepção do Uruguai (no entanto os três lugares do pódio estão na Europa). No fundo, foi um bom Mundial, mas ficou aquém de outras edições: quer-se mais emoção e mais espectáculo!
 
Entretanto, e já que falamos em campeões: Portugal sagrou-se campeão europeu de Sevens, no Rugby. Parabéns aos nossos atletas!
publicado por André S. Machado às 23:53



Agora que o Mundial de futebol terminou, importa reflectir sobre o significado que este acontecimento trouxe para o marginalizado continente africano que, apesar de um certo amadorismo, abriu definitivamente as portas para a organização de eventos de grande dimensão. Venceu a melhor equipa, aquela que desenha cada jogada como de uma obra de Gaudí se tratasse. Não deixa de ser irónico que, quando se fala da emancipação independentista da Catalunha, sejam os jogadores naturais desta província espanhola a fazerem a diferença, numa comunhão com bascos, andaluzes e madrilenos. Transpondo isto para a nossa realidade social, deveríamos deixar de lado as quezílias politico-partidárias e desportivas, e por uma única vez, trabalharmos em união pelo objectivo de tirarmos o país do estado deplorável em que se encontra.



Dylan a 15 de Julho de 2010 às 15:02

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