Vox Patriae

Janeiro 04 2011

 

Portugal inicia hoje funções enquanto membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Assume, para estes próximos dois anos, as difíceis presidências da "Comissão Coreia do Norte" e da Comissão dos Tribunais Internacionais.

É uma fantástica oportunidade para a visibilidade internacional da diplomacia portuguesa, cujo prestígio é inegável. Mais importante que isso, é uma forma única de Portugal, enquanto Nação universalista, dar o seu contributo para a prossecução da Paz no Mundo, esse objectivo último da Organização das Nações Unidas.

Os desafios são muitos e exigentes, mas tenho a certeza que a diplomacia portuguesa junto das Nações Unidas vai estar, como sempre, à altura dos "dossiers" que assumirá.

publicado por André S. Machado às 15:19

Janeiro 03 2011

 

Regresso de Idanha com novidades...

 

Ligação Idanha-a-Nova / Mata

Assim que cheguei a Idanha reparei em duas placas que indicavam um novo caminho para a povoação da Mata, concelho de Castelo Branco. São 14 quilómetros, que vêm reduzir para metade a distância entre as duas localidades, num investimento de 350 mil euros repartido entre as Câmaras Municipais de Idanha e Castelo Branco. Uma aspiração antiga que foi concretizada este mês. A ligação entre Idanha e Mata, por passar por uma zona agrícola muitas vezes secundarizada é relevante. Esperemos que os estreitos laços entre as povoações se fortaleçam e que estas novas condições sejam um primeiro passo para a revalorização dos terrenos agrícolas que medeiam as duas localidades.

 

Aniversário do Fórum Municipal

Três anos depois da inauguração do Fórum Municipal, a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova lança o número de vinte mil visitantes. Nada mau. Mesmo nada mau. É um espaço humilde, localizado na zona antiga da vila. A sua pequena dimensão é, regra geral, compensada com uma afluência razoável e, mais importante, com um calor humano mais que característico das nossas gentes. Pelo que sei, o aniversário foi comemorado com a mais intensa alegria e recheado de tradição, com o Mico da Câmara Pereira. Esperemos que o espaço continue a crescer e a receber cada vez mais iniciativas.

 

Festas da quadra

Soube que o Centro Social e Cultural de Toulões organizou um convívio dos seus membros, à semelhança de algumas outras instituições do género. Certo é que é tradicional, mas nem todas seguem o exemplo. Idanha é um concelho envelhecido e muitos destes nossos "anciões" estão sozinhos e têm como única "ajuda" o trabalho destas organizações. É importante promover oportunidades destas, de convívio. É o mínimo que podemos fazer a quem trabalhou toda uma vida pela família e, no fundo, pela nossa terra.

 

"Memória e História Local" em livro

A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e o Centro de História da Sociedade e Cultura da Universidade de Coimbra organizaram um colóquio subordinado ao tema "Memória e História Local". O livro apresentado no Centro Cultura Raiano, também um espaço de referência neste âmbito, é o conjunto das actas desse colóquio. É importante promover estas iniciativas, num dos concelho com histórias mais ancestrais. Importa ter sempre presente a história e as memórias das nossas gentes.

 

Direito do Consumo

No seguimento do Congresso Internacional do Direito do Consumo, que decorreu na Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova / Instituto Politécnico de Castelo Branco, foi celebrado um protocolo entre a Escola e a Associação Portuguesa de Direito do Consumo que se substancia num Gabinete de Estudos sobre Direito do Consumo, na ESGIN. É mais uma prova da excelência do Ensino Superior em Idanha-a-Nova e da estreita ligação que o Politénico de Castelo Branco e, concretamente, a ESGIN procuram com os mais diversos sectores da sociedade. Votos de excelente trabalho a quem protagonizar este projecto.

publicado por André S. Machado às 18:13

Janeiro 03 2011

 

Primeira segunda-feira do ano 2011.

 

Começa mais um ano. Desta feita com dificuldades anunciadas e tempos mais complicados para muitos. Todavia, se há coisa que a quadra natalícia nos relembra é a solidariedade e a generosidade da nossa estirpe. É por isso que o que se segue tem de ser olhado também com confiança e algum optimismo. Os sacrifícios são muitos, mas em tempos como estes revela-se, também, o que cada povo tem de melhor.

 

Os votos para 2011 são de trabalho, de realização e de preserverança.

 

Bom ano!

publicado por André S. Machado às 03:31

Dezembro 24 2010

 

Votos de um Santo e Feliz Natal

publicado por André S. Machado às 20:00

Dezembro 22 2010

 

Este ano não é excepção: repetiu-se a tradição de concessão de indultos presidenciais. Um costume que não consigo entender, ao abrigo do princípio da separação de poderes que vigora em Portugal, por força da Constituição da República e que enforma a democracia de hoje.

 

É certo que desde algumas polémicas o cuidado foi maior. Este ano foram concedidos apenas seis indultos, dos quais apenas três são restrições totais de uma pena (no caso, de expulsão). Mas a questão é de princípio e a figura do indulto deve estar afastada da magistratura política do Presidente da República.

publicado por André S. Machado às 20:23

Dezembro 21 2010

 

“De onde vem o uso de queimar um madeiro na noite de Natal, não sei bem dizê-lo, porém, é certo que na vila de Idanha-a-Nova não só se queima publicamente um como às vezes três ou quatro. Três semanas antes, ou um mês, da noite de 24 de Dezembro, vão ao campo buscar o madeiro, que para este fim de semana se acha já cortado, sendo quase sempre escolhido para ele uma das árvores mais corpulentas. Se o carro quebra, ou os bois cansam, vão outros buscá-lo, e por último conseguem trazê-lo com acompanhamento de chulas e descantes até ao sítio em que deve ser queimado, e onde o descarregam, saudando-o nessa ocasião com um prolongado vito! Deste modo deitam mais dois ou três nos adros de diferentes igrejas. chegada a véspera do Natal, logo ao cerrar da noite lhes largam o fogo, e depois começam a malhar neles, a ver quem tira maior lasca, e cada uma que se despede é de novo festejada com um vito! por todos quantos se acham presentes. Dura isto até à missa do galo; e quando esta chega, não só têm lucrado os que, cantando e tocando, a esperam em roda do madeiro, como também os que moram nas casas mais próximas, e vão ou mandam buscar as brasas para se aquecerem, quando vêem que as marteladas as têm espalhado” (Idanha-a-Novas. D. Luísa Maria, no almanaque de Lembranças para 1864, pp. 377 e seg.)

 

Daqui a poucos minutos parto para Idanha-a-Nova, para as festas. Estas últimas semanas, entre faculdade e tantos outros compromissos, estive afastado destas lides. Conto agora, com mais calma, retomar a escrita.

publicado por André S. Machado às 18:00

Dezembro 21 2010

 

Se há algo que me faz ter orgulho no Sporting é o seu ecletismo, a aposta nas modalidades, entre tantos outros motivos que nem centenas de posts serviriam para enumerar. Todavia, é inegável que o futebol é a modalidade rainha, por uma questão de cultura nacional e do próprio clube. Aliás, até por uma questão de sustentabilidade financeira o futebol tem de ter lugar de destaque. E sendo o motor de uma estrutura, a crise do futebol do Sporting arrasta consigo toda uma realidade que é bem mais abrangente.

 

Ontem fui ao Estádio do Bonfim, ver o Sporting ganhar por 3-0 ao Vitória de Setúbal, clube por que tenho também alguma simpatia, natural de quem nasceu na cidade do Sado. Foi um jogo pobre, longe do espectáculo. Ganhou o Sporting, muito bem. Podia ter sido de outra maneira. Não fosse a companhia de um bom grupo de amigos, tinha sido um desperdício de tempo. Não é o "pontapé na crise" que alguns optimistas proclamam.

O futebol no Sporting não precisava desta vitória para contrariar os maus resultados e nem este é o momento que tudo mudará. É certo que a pausa das festas vem em boa altura, para reflectir acerca do descalabro dos últimos meses. Mas era importante reflectir de forma profunda e organizada o Sporting dos próximos anos. Uma estratégia para a década.  Mais que reflectir, é preciso mudar. Mudar mesmo.

 

Sente-se que os sócios têm essa vontade. Eu tenho essa vontade. O Sporting, pela sua tradição, merece essa atenção e essa vontade de arregaçar as mangas e deitar mãos ao trabalho.

Eu, que não sou de prendas e presentinho, gostava que este Natal trouxesse uma nova atitude no clube que tantas alegrias já me deu.

publicado por André S. Machado às 17:08

Dezembro 04 2010

 

30 anos depois recordam-se os homens, os políticos, os estadistas que foram Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa. Muitos perguntam-se como seria Portugal se não tivesse existido o fatídico dia 4 de Dezembro de 1980. Outros continuam a debater o crime vs o acidente. Outros, ainda, dissertam sobre o pensamento político de dois homens que marcaram a história do séc. XX português, após a revolução de Abril. O facto é que ainda hoje, trinta anos após a sua morte, Sá Carneiro e Amaro da Costa continuam a povoar o debate político, nem que seja pela esperança que representaram num Portugal que consolidava a democracia e partia para novos desafios.

 

Neste 4 de Dezembro o mais importante é recordar o exemplo destes dois vultos da história política portuguesa, homenageando a sua memória. No aniversário da sua morte, como de qualquer outra pessoa, o que mais releva é o sentimento de quem com eles teve o privilégio de privar. No fundo, a verdadeira homenagem está em todos os outros dias que não este 4 de Dezembro: está no que cada um de nós pode fazer pelo seu país. Honremos a memória de Sá Carneiro e Amaro da Costa seguindo o seu exemplo de dedicação e sacrifício pela causa nacional.

 

Adelino Amaro da Costa e Sá Carneiro vivem. Hoje e sempre.

publicado por André S. Machado às 14:49

Novembro 30 2010

 

É verdade que os juros da dívida continuam a subir e os mercados não desarmam. É verdade que continua a pressão para aceitar a ajuda externa. É verdade que se aproximam sacrifícios grandes para todos os portugueses...

No meio de tudo isso, mais um recorde é batido: a quantidade de doações para o Banco Alimentar contra a Fome. São coisas destas que me fazem ter um profundo orgulho no nosso país. Num momento de dificuldades para todos, os portugueses reconhecem-no e fazem um esforço adicional, um esforço que sabem e têm como seguro que chegará aqueles de nós que mais necessitam.

 

Bem-haja a todos os voluntários! Obrigado, portugueses.

publicado por André S. Machado às 01:24

Novembro 30 2010

 

... não resistiu a uma pneumonia.

 

Era eu bem mais novo e divertia-me imenso com o humor nonsense deste senhor, nos filmes que ia alugando para tardes de fim-de-semana. Lembro-me bem.

Parte um vulto da comédia destes últimos anos, que se revelou sempre um espírito jovem e irreverente, mesmo com a idade que ia avançando. Continuemos a sorrir com as suas paródias. Essas que ficaram.

publicado por André S. Machado às 01:20

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